quinta-feira, 24 de maio de 2012

Energia elétrica em Juquiá.

Transporte das peças para a montagem da usina.
Prédio da usina déc. 60.
Interior da usina em operação.
Até 1939 e 1945, em Juquiá não havia energia elétrica, como em grande parte do Brasil e vale do ribeira.
As casas eram iluminadas por lampiões a quereozene e não havia iluminação pública nas ruas.
Aproximadamente em 1950, a prefeitura instalou em um barracão, situado no local da atual Camara Municipal um motor a óleo que acionava um gerador que funcionava apenas poucas horas no início da noite e iluminava a parte central da cidade.
Motor esse, sujeito a avarias constante que o Sr. João Leite um factotum da prefeitura tinha muito trabalho para mante-lo funcionando.
A situação era assim também em muitos outros municípios do Vale do Ribeira.
Em 1955 foi construída em Juquiá a usina termo elétrica, um grande avanço e fornecia energia para grande parte da região.
Em 1956, chegaram os primeiros transformadores e a primeira casa a receber luz , foi a do Sr. Venâncio D. Patrício.
A usina no principio era administrada pela Uselpa, com a unificação das várias estatais, passou a denominar-se Chesp, (companhia hidro elétrica de São Paulo), com a mudança estatutária passou-se a denominar-se Cesp, (Companhia energética de São Paulo) e atualmente privatizada é Elektro.
A distribuição de energia foi interligada com a da Baixada santista e através dela com o resto do estado.
A nossa saudosa usina foi desativada a aparelhagem desmontada e a área foi cedida em comodato ao município de Juquiá.
Atualmente toda Baixada Santista e Vale do Ribeira é bem servida de energia elétrica e os lampiões viraram  peças de museu.

Fotos e fragmentos de texto do acervo: Toninha Patrício.



Um resumo sobre a Usina Termoelétrica de Juquiá, depois Usina Eng. Loyola!






          Breve histórico:

           Wellinghton Pinto Alves, era engenheiro eletricista, mecânico e civil, trabalhava na Cemig de BH e soube que em SP estavam procurando 3 engenheiros para executar os projetos de uma usina termoelétrica, e como ele tinha os três diplomas foi ao local e fez uma entrevista, foi enviado para conhecer Juquiá. Ao visitar o local viu que a região não tinha infra-estrutura nenhuma e que teria que ficar acampado no local e longe da família. Por isso ao voltar pediu um salário bastante alto até por eles contratarem um engenheiro, que faria todo o trabalho, em vez de três. Em 15 dias recebeu um telegrama com os dizeres: Proposta aceita.
          O projeto estava pronto, contrataram empresas para a parte civil, mecânica, subtransmissão e distribuição todas elas sob inteira responsabilidade e execução total do jovem eng. Wellinghton. Foi o inicio da realização de um sonho de desenvolvimento de todo o vale. Com essa responsabilidade chegou em 1957 e ali acampou com 300 trabalhadores para inicio das obras. O projeto superou dificuldades com esforços de todos e a Usina Termoelétrica do Vale do Ribeira foi inaugurada em 29/01/1959 pelo então secretário de obras do estado de São Paulo, Brigadeiro Faria Lima. Com muito trabalho, dedicação e responsabilidade o eng. Wellinghton Pinto Alves foi responsável por energizar o Vale do Ribeira.
           A Usina Termoelétrica do Vale do Ribeira tinha potência instalada de 10 megawatts e iria energizar inicialmente 11 cidades e depois da inauguração passou a 15 cidades. Todas as edificações, construção das linhas de transmissão de 69 kv e distribuição de 13,8 kv foram construídas em pouco mais de dois anos, incluindo um desvio na estrada de Ferro Sorocabana para trazer óleo de Santos e abastecer a usina.
           Funcionamento da Usina Termoelétrica: o óleo era feel oil que era trazido através da Sorocabana, deixado na usina, levado para o laboratório e tratado, - Tinha um motor de 200 Cv para a partida, usavam o feel oil para gerar gás e este gás iria movimentar a turbina para gerar energia, daí para transmissão e distribuição.
           Os equipamentos eram da americana Westinghouse e técnicos americanos da empresa vieram para o Brasil para transferir tecnologia para o engenheiro e técnicos que iriam operar a usina. Ficaram por volta de oito meses em Juquiá. Posteriormente a Usina teve seu nome alterado para Engenheiro Loyola.
           Esta usina foi fechada no fim dos anos 60, por ser uma energia extremamente cara e isso aconteceu quando as grandes hidrelétricas entraram em operação e o sistema foi interligado com o vale. Foi fechada, retirado os equipamentos, modernizada e hoje ela esta remontada no Mato Grosso e faz parte das Usinas Termoelétricas que entram em operação quando as usinas hidrelétricas estão gerando menos energia.

           Acervo Fotográfico da construção:








Eng. Wellinghton.

Eng. Wellinghton travessia balsa Registro


           Material e fotos todos cedidos do acervo de documentos pessoais do Eng.Wellinghton Pinto Alves por sua filha Ana Sofia Viana Alves.







     

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Campo de aviação em Juquiá.

Em 1945 com o término da segunda guerra, passou a haver algum progresso em Juquiá, surgindo a idéia da construção de um campo de aviação.
A finalidade do campo era para possibilitar os socorros de emergência a doentes graves, acidentes ofídicos, senhoras com parto difícil que era transportados em macas improvisadas, nos vagões de bagagem dos trens, para Sta. casa de Santos.
Olímpio Vassão queria que ele tivesse a dimensão que permitisse o pouso de bimotores DC-3, foi construído onde é hoje o campo da vila, por ser uma area alagadissa quando se mais precisava o campo estava submerso.
Além disso, a cidade por natureza cercada de morros e a construção da ponte e o aterro de acesso tornou-se obstáculos para a operação de aeronaves e após ser utilizado poucas vezes por monomotores, o campo foi desativado.
Fonte: Acervo de Toninha Patricio.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Hotel dos viajantes Juquiá.

Hotel dos viajantes em Juquiá construído para atender as necessidades de quem chegava a ultima parada do trem, como o nome já diz atendia pessoas que chegavam à cidade em busca de oportunidades para negócios e empregos.
Foto registra os tempos áureos do lugar que era de muita movimentação e acontecimentos.
Foto do arquivo família Fernandes.
José Fernandes da Silva.


domingo, 18 de março de 2012

Coleta de lixo na década de quarenta.

A tração animal sempre foi muito usado pelo homem em muitas tarefas, e para transportar todo tipo de mercadorias.
Em Juquiá na década de quarenta esse tipo de transporte era usado em muitas atividades e também como mostra a foto para a coleta de lixo, um trabalho rustico porém muito eficiente.
O tempo passou e o homem sempre em busca do progresso; todos segmentos se modernizaram e vem se modernizando e é muito bom poder resgatar o passado e deixar a imaginação fluir.
Foto cedida pelo Sr. José Fernandes.



terça-feira, 13 de março de 2012

Foto de 1914 de uma equipe que subiu o rio Juquiá para fazer o mapeamento hidrográfico da bacia do rio Juquiá.
Leia na integra o relato da viagem até a passagem por Juquiá e tenha uma noção como era a vida por aqui nessa época.

A´12 de junho do corrente anno partia desta capital a turma encarregada do levantamento hydrogrphico da bacia do rio Juquiá, seguindo via Santos, e ahi tomando o vapor Vitoria, do Lloyd Brasileiro, que a transportou a Iguape, de onde desembarcou no dia 13, às 2 horas da tarde.
Este dia manteve o céu encoberto e a 14 começou caindo uma chuva miuda e impertinente. O vapor Bento Martins, requisitado para transportar a turma até a barra do Juquiá e a da ribeira até a Xiririca, não pode fazer a viagem por estar concertando o leme.
Nos dias 15 e 17 continuou o mau tempo, reinando vento sul; entretanto, fizemos alguns preparativos de viagem, tendo esta marcada definitivamente para o dia 17, dia e hora a que effectivamente teve logar. Da cidade a bocca do vallo grande gastou o vapor 10 minutos e a percorrel-o 15, ao cabo dos quaes se encontra o porto da Ribeira, estuario ladoso e vasto. A beira do rio duas ruas irregulares prolongam-se, com tres caminhos para a estrada que vae para Iguape. Tanto a capella como as casas são velhas, algumas em ruínas, destacando-se, porém, um engenho de beneficiar arroz.
Proseguindo a viagem, anoiteceu já quando o vapor passavano Sapocoitaba, onde está a barra do furado do Enfadonho, pela esquerda; e foi pernoitar em frente á barra do rio Jacupiranga. Durante a noite foi agradavel a temperatura; o céu escuro.
A 18, pouco depois da 6 horas da manhã, o Bento Martins levantou ferro em direção á barra do Juquiá, verificando ter o primeiro a largura de 214 metros e o segundo de 78 metros.
No dia 20, apezar de achar-se o tempo bem nevoado, partimos da barra do Juquiá ás 8 1/2 da manhã; e já por ser o primeiro dia de serviço, já por ter necessidade de instruir o pessoal, percorremos apenas 6 K. 400, embora o rio permitisse visadas de 300 a 400 metros. Fizemos o pouso na fóz do rio Quilombo, onde tirámos sa secções transversaes deste rio e do Juquiá, encontrando neste a largura de 72 metros e naquelle a de 52. As principais aguas que hoje encontrámos, excptuando a do Quilombo, são os ribeirões do motta, do Barranco Alto e do Mimoso, este affluindo da direita e aquelles pela esquerda.
Os dois ultimos atravessam as lagôas dos mesmos nomes e que são deixas do rio Juquiá, isto é, leito antigo deste rio, modificado pelo povo para encurtar suas viagens. Ha ainda, no percurso feito hoje neste rio, uma outra lagôa, pela esquerda, a do Valerio, mas te tal modo se acha obstruida pelo capim, que nem a vimos e só um morador do local a poderia apontar. Da barra do Juquiá á barra do Quilombo, o rio corre no rumo N, entre varzeas alagadas e que frequentemente são inundadas pelas aguas do Ribeira e do Juquiá; e, effectivamente, verificámos que o povo aqui soffre com as enchentes dos rios, havendo grandes inundações periodicas. A de maio do anno passado subiu 3m 70; ha ainda lembrança de uma outra, occorrida ha uns 15 annos, e que levantou as aguas a 5m 56. As casas são verdadeiras habitações lacustres, construida a 4 metros do solo.
No dia 21, depois de termos almoçado, partimos ás 10 horas da manhã, percorrendo neste dia 9k 200, no rumo geral de E, mas com peguena inclinação para N; e neste percurso affluem: ao Juquiá os ribeirões do Alexandre, pela direita, e o de S. Domingos, pela esquerda, bem como, pela direita, o rio Ipiranga, que antes era affluente do Quilombo, mas que o povo para evitar uma grande volta, fez communicar directamente com o Juquiá. As margens deste rio são bordadas por fitas de capoeira, cuja a largura media é de 3 metros; para dentro, são extensas varzeas alagadas, brejos intransítaveis e inaproveitaveis.
A profundidade média do rio, nas suas margens, é de 3 metros; quanto á do canal, desconheço-a, mas vimos ser superior a 7 metros. Os ribeirões Alexandre e S. Domingos, já descriptos, são navegaveis, e proximo ao primeiro delles encontra-se muitos moradores.
A 22, ás 10 horas da manhã, partimos e ás 2 horas da tarde, detidos por forte garôa, fizemos pouso no sitío do Barrão, tendo percorrido 6k 000, na direcção geral NE, sem que afflua agua alguma e sendo o aspecto geral das margens identico ao do dia anterior, apenas apparecendo aqui e alli algumas insignificante plantação de canna, de que os moradores se servem para adoçar o café. Antes de chegar ao Barrão, ha uma ilha de arêa, com uns 50 metros de comprimento, a qual termina de fronte de uma volta do Juquiá ahi encurtada por um furado que reduziu de 90% o trajecto. Devido a este furado, a deixa do Juquiá formou uma lagôa, hoje conhecida pelo nome de Lagôa Nova; seguem-se-lhe a Lagôa do Barrão e a Lagôa da Boa Vista, parecendo ser esta a mais extensa e vae terminar proximo da encosta da Serra da Boa Vista, cordilheira comprida, porém pouco elevada. Esta lagôa encontra-se todas na margem direita do Juquiá e communicam entre si nas épocas de enchente.Não obstante trazermos barracas e os pousos não serem bons, não nos foi possivel armar aquellas, attentas as condições do terreno.
A 23, às 10 horas da manhã, apezar da garôa que caia, partimos do pouso; mas à 1 hora da tarde, tendo percorrido apenas 3k.000, na direção geral de L, fomos forçados a fazer pouso na barra do ribeirão fundo, porque a garôa se transformou em chuva. As margens do Juquiá continuam a ser bordadas pelas mesmas fitas de capoeira, porém mais viçosas. Neste trecho o rio é entremiado de pequenas praias e suas voltas são mais sucessivas, diminuindo o alcance das visadas. Também continuam os terrenos alagados e as lagôas.
Choveu durante toda a noite de 23 para 24 e também todo esse dia, pelo que não podemos proseguir. A`noite o céu appareceu estrelado.
A 25, às 9 1/2 da manhã, partimos do pouso. Começa o rio margeando a serra da Boa vista e continuam os brejos, mas já com intermittenciais. Percorremos neste dia 11k.000, na direcção de E para O, e neste trecho afflue apenas um ribeirão, o do Descalvado. Fizemos pouso no sítio das Onças, onde estava um homem mordido por cobra jararáca,mas a quem não vimos, por ser crença entre o povo que o enfermo visto por um estranho peiora!
A 26, bem cedo ainda partimos e pudemos chegar ás 5 horas da tarde, com um percurso de 16 k.000, á freguezia de Santo Antonio do Juquiá, no kil, 52,182.A viagem deste dia foi interessante, já pelas successivas e violenta voltas, que muito diminuem o alcance das visadas, já porque as serras se approximam tanto do rio, que alguns morros vêm morrer nelle, apparecendo nos barrancos diversos blocos de graníticos. Os fogões são mais proximos, e entre elles ha soffriveis casas de moradia, todas contruidas segundo o simples e desgracioso estylo primitivo.
O rumo geral do rio, no percurso deste dia, é de E para O; e o Juquiá conserva, desde sua barra no Ribeira até o povoação de Santo Antonio, a mesma largura e profundidade.
Passámos na frquezia o dia 27, ocupando-nos em serviços diversos, taes como visadas para as serras proximas e croquis das mesmas, levantamento da secção transversal do rio em frente ao porto e renovação de mantimentos, para chegar até à Prainha.  O Juquiá tem aqui a largura de 112 metros e a profundidade maxima de 3 1/2, quando todo o canal daqui para baixo é bem mais fundo e dizem-nos daqui para cima também.
A povoação de Santo Antonio nada offerece de notavel, a não ser a absoluta falta de ruas ou largos; nas noites escuras os moradores não podem communicar-se entre si, sem se munirem de lanternas. Ha , sómente na povoação e circumvisinhanças, umas 100 creanças de ambos os sexos; mas nenhuma das escolas creadas se achava provida. Existem apenas 8 casas, das quaes 3 lojas de negócio; tem tabém a capella, que é terrea, velha e desgraciosa, desguarnecida de ornatos e alfaias.
A 28, dia lindissímo, partimos às 9 horas da manhã.....
     Daqui em diante a expedição seguiu rio acima em direção ao rio São Lorenço para continuar o mapeamento e os trabalhos de medições.
     Trabalho hidrográfico execultado por João P. Cardoso (chefe da comisão).
      Secretário da agricultura, Dr. Carlos J. Botelho.
      Histórico pesquizado no Museu Pedro de Castro Laragnoit em Miracatu SP.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Associação esportiva Nipo Brasileira de Juquiá. (Kay Kan).

Criada em 1951, a associação A.C.N.B. em um terreno doado pelo pai do Sr. Anichio teve como primeiro presidente Sr. Jihei Yassuda.
Como nos conta Sr. Anichio durante muitos anos a associação teve épocas de ouro com grandes competições entre cidades como Vargem Grande, Itapetininga e cidades do vale do Ribeira; o Base bool ou (Bunkio) era muito praticado entre os Nipônicos.
O lugar também foi usado no passado para grandes exposições de produtos agriculas e menoraveis festas, também era usado para fins educacionais com aulas de judo e língua japonesa..
Hoje desde 2008 não há mais atividades no lugar, cuidado e mantido pelo Sr. Anichio aos seus setenta anos de idade não esconde a preocupação pelo futuro do lugar já que não há interesse dos descendentes nipônicos de cuidar e manter as atividades esportivas para qual o espaço foi criado.




Visão interna do palco e salão para recreação. 
D. Masa em uma dança tradicional nipônica.
Foto cedida por seu filho Eduardo Mura.




Placa em madeira dos fundadores e colaboradores escrito no idioma Japonês.
                                                                                                          


Fundador e primeiro presidente Sr. Jihei Yassuda.



                                           Galeria de troféus.
                                           Vista da área esportiva.
                                          Sr. José Fernandes e Sr. Anichio.

 Poderíamos ficar por horas ouvindo as histórias do Sr. Anichio mas nos despedimos da visita em frente a um painel com imagens do modo de vida e trabalho na década de 30, 40, 50 e 60 em uma época que nossa cidade era um lugar de oportunidades.
Agradecimentos Sr. Anichio por nos receber e relatar fatos importantes vividos por ele e toda colonia japonesa em décadas passadas. 
Painel que ocupa um lugar de destaque no salão, de Catharina J. Wolpert.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Transporte coletivo +- déc.40 Juquiá.(Jardineiras)

As jardineiras, os pequenos ônibus da época, com capacidade para vinte e cinco passageiros, de bagageiro no teto no feitio de floreiras (dai o nome), Jardineira.
Pequenos caminhões com chassis encarroçados para transportar passageiros, tinham bancos estreitos, de duro molejo, robustos, prestavam bons serviços aos viajantes daqueles tempos.
Corriam como cabritos pelas estradas esburacadas, enfrentavam os lamaçais com pneus acorrentados.
Quando não havia mais lugar dentro do ônibus, os passageiros subiam no bagageiro e viajavam empoleirados que nem pau de periquitos.
Ninguém reclamava do desconforto, e lá se iam com espirito alegre e esportivo.
Texto do acervo: Toninha Patricio.

Parada de trem entre Cedro e Juquiá.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Pedra Cavalo rio Juquiá.


É conhecido muitas histórias sobre esse lugar e até lendas, até mesmo a origem do nome mas a que eu acho mais plauzível e a que quando navegando rio acima em noite de luar via-se a silhueta de um cavalo, dai o primeiro nome Pedra do cavalo que depois foi simplificada como Pedra cavalo.
Infelizmente hoje em dia não podemos comprovar esta versão pelo estado que a pedra se encontra hoje, pois ela se quebrou ao meio.
Como ela era larga em forma de uma plataforma pescadores e pessoas que passeavam no rio usavam para fazer fogueira em cima, para assar churrasco e peixe enquanto estavam acampados ou em momentos de lazer, atribuem a isso a causa do seu rompimento.
O lugar sempre foi um ponto referencial no passado até mesmo como divisa de terras, uma história que diz respeito ao lugar remonta do ano de 1826 encontrado pelo historiador Hermann Volpert e que coloca o lugar em nossa história.
Ele como pesquisador incansável com tudo a que diz respeito a Juquiá encontrou que no ano de 1826 com a necessidade de povoar o vale do Juquiá fracassou ai a primeira vinda de imigrantes alemães em nossa região.
Fato esse que quando os alemães estavam subindo o rio para conhecer a região encontraram ai na pedra um grupo de nativos fazendo um ritual para agradecer a farta caça e pesca.
Sendo assim resolveram voltar e não colocar em risco suas vidas e de seus familiares indo se instalar em outra região.
Como se vê o lugar além de fascinante é histórico.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Juquiá década de cinguenta.




Esta é uma foto que nos dá uma dimensão muito boa de fatos importantes para Juquiá.
Observando com cuidado lado esquerdo da Igreja, pode se ver os andaimes da construção da caixa d'agua mais abaixo à beira do rio o trapiche da antiga balsa e a esquerda à beira do rio o acampamento dos construtores da ponte.
Hoje olhando a caixa d'agua vemos o quanto foi uma obra difícil.

Foto José Fernandes da Silva.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um dos primeiros motor a percorrer o rio Juquiá.






















Durante muito tempo o rio Juquiá foi a principal via de acesso para a chegada de todos os tipos de mantimentos e mercadorias.
Primeiro as embarcações à remo depois o vapor e depois o motor de popa vindo a facilitar muito aqueles que viviam do comércio ao longo do rio.
Este motor de popa mostrado na foto tem mais ou menos oitenta anos, pertenceu primeiramente ao pai do senhor José Fernandes da silva, descendente de Felipe Fernandes fundador de Juquiá.
Fazia ele então uso desse motor, percorrendo o rio comprando frutas para ser vendida em Santos e outras cidades do vale.
Esta máquina servia a toda família, como podemos ver, em épocas mais antigas os equipamentos eram feito para longa duração.
Quando contamos uma história de uma relíquia também temos histórias tristes; um acidente muito grave com uma lancha sofrido pela embarcação, com o tio do Sr. José vitimou três pessoas o qual o corpo do tio do Sr. José nunca foi encontrado ficando perdido no rio Juquiá.
Mas esta relíquia também serviu as forças na revolução de 1932, foi requisitada pelas forças para patrulhamento, fato este que o Sr. José nos conta que seu pai chegou em casa falando que havia sido tomado seu barco por causa da guerra.
Mas após o final da revolução a embarcação e o equipamento fora devolvido em perfeito estado e muito bem cuidado.
Com o tempo ele negociou o motor com o Sr. João Leite no qual aparece na primeira foto com o barco lotado de mercadorias.
Uma raridade que é muito bom saber que ainda está preservada.
Informações de José Fernandes da Silva.
Primeira foto fornecida por Dona Irene F. Leite permitindo assim contar essa história.













domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fábrica Colombo de Juquiá.



A fábrica Colombo em Juquiá no ano de 1942 funcionava a todo vapor uma empresa de grande significado em uma época que a cidade ainda nem era município.
Tinha como gerente o Sr. Kuno Haze.
A movimentação de barcos trazendo a matéria prima que era a banana principal cultura na época era intenso, assim foi por algumas décadas.
Hoje ainda podemos imaginar a grandeza da fábrica pelo seu prédio que embora passando por vários outros seguimentos comerciais ainda permanece intacto mantendo suas caracteristicas.
Essa primeira foto aparece no livro, Como foi criado o município de Juquiá de Narciso Nunes de França, um belo livro escrito passo a passo sobre a criação do município as dificuldades e todo o desenrolar com uma oposição contra a criação do município, documentos históricos de uma luta que acabou com a criação do nosso município.


























Caçadores.




Uma imagem que nos remete a uma prática hoje abominavél, que no passado servia como lazer e até mesmo como sobrevivência.
Havia muitos grupos de caçadores em Juquiá que percorriam todos nossas floresta que como hoje ainda é muito rica em diversidades de animais silvestres.
É bem provável que está foto foi batida após uma farta caçada, ai a necessidade de ser documentada.
Uma foto antiga chega muitas vezes até nós sem muitos relatos e de quem são as pessoas da foto com detalhes, mas é gratificante porque esses registro para nós é como um portal no tempo, uma história e a imaginação de como era a vida comum em tempos remotos.
Foto: (Tirada no centro da cidade de Juquiá, enfrente onde é hoje o banco Bradesco abaixado da direita para a esquerda o segundo é o Sr. João Leite).
Uma cortesia de Dona Irene Leite para José Fernandes da Silva para nossa apreciação.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Procissão




A procissão sempre foi um evento documentado pelos católicos.
E aqui está uma prova importante que conversando com alguns amigos que conhecerão Juquiá em épocas mais antigas relataram alguns comentários.
Disse que essa casa que aparece do lado esquerdo da foto com varanda era uma escola e que a foto seria da década de 40.
Para mim a foto é intrigante porque comparando com outras fotos antigas do mesmo lugar anos mais tarde aparece um lugar meio abandonado com trilhas caminhos e não uma estrada com se vê.
Percebe-se que ali era um lugar prospero com casas sintuosas com iluminação a óleo como podemos observar um poste no meio da procissão.
Fico a imaginar o que trouxe a decadência o que teria acontecido houve prosperidade o porque da estagnação e o retrocesso.
É pena que foto passada de geração a geração não tiveram o cuidado de colocar a data e hoje é quase um enigma para nós.
Foto conseguida por José Fernandes da Silva com familiares de antigos moradores de Juquiá para a nossa apreciação.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Formatura



Formatura da turma da quarta série na década de 60.
Um tempo que as escolas não tinham muros autos, onde o professores eram autoridades em sala de aula.
O primeiro diploma, uma etapa concluída com orgulho pelos formandos bons tempos.
Foto em frente o colégio no centro da cidade de Juquiá na década de 60, uma cortesia de José Fernandes da Silva.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Decisão do asfaltamento Juquiá à Tapirai.



A estrada de que liga Piedade, Tapirai a Juquiá no passado era um sonho audacioso de políticos grandes proprietários de terras e comerciantes daquela região que viam nesta ligação uma maneira mais curta para chegar ao mar e mais tarde a ferrovia.
Foi uma obra muito dispendiosa devido seu difícil acesso pela serra como podemos imaginar até hoje.
Uma ligação necessária no passado, onde o transporte era feito por carroções, tropas e carro de boi.
Sabemos que começou a funcionar como rodovia na década de trinta onde passou a trazer muito progresso ao vale do ribeira e Juquiá.
Nesta imagem vemos o prefeito Erlito Ferreira Cavalcante, vice prefeito, vereadores e secretários em 1979 para decisão do asfaltamento em Santos que veio a acontecer mais tarde.
Foto de Jose Fernandes da Silva.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Padre João Salgari.





























O Padre João Salgari foi um padre atuante em Juquiá como não se vê em nossos dias, sempre participativo, visitava todas as capelas promovia os festejos.
Nas cheias do rio Juquiá que eram frequente todos os anos na época das chuvas visitava todos vilarejo vendo e ajudando em suas necessidades.
Foi o padre que rezou e comemorou o centenário da criação da capela Santo Antônio de Juquiá feita essa que foi esquecida quando a capela completou cento e cinquenta anos.
Enfim uma pessoa brilhante que fez parte de nossa historia e que ainda hoje é lembrado com saudade por alguns católicos em nosso município.
Padre João Salgari foi vigário em Juquiá de primeiro de janeiro de mil novecentos e cinquenta e dois até onze de março de mil novecentos e sessenta e dois.
As duas primeira foto foi uma lembrança que o Padre João Salgari deu a Dona Irene ferreira Leite em sua chegada à Juquiá.
A Igreja é a que ele foi batizado em Verona na Itália, lembrança guardada com muito carinho por Dona Irene.
Terceira foto fornecida por José Fernandes da Silva.
Obs.(Não tenho ainda dados de sua saída de Juquiá e como foi toda sua vida de pároco estou a procura tão logo a tenha postarei aqui, há em presidente prudente um nome relacionado a esse sendo homenageado com nome de ruas praças conjunto habitacionais resta saber se é a mesma pessoa) estamos a procura.........

domingo, 8 de janeiro de 2012

Balsa Juquiá.

Durante décadas a balsa foi o atalho muito importante entre o bairro estação e vila sanches, favorecendo e muito os pedestres daquela localidade.
Com a construção da passarela no local pelo então prefeito Quinco Soares este meio de locomoção se fez desnecessário.
Fica aqui registrado essa linda imagem que hoje não mais podemos contemplar.






sábado, 7 de janeiro de 2012

Kay kan Juquiá.




Esta foto do kai kan de Juquiá tirada provavelmente na década de 50 tento em vista que estava presente autoridades municipais da época nos remete a um passado organizado o qual era a colônia japonesa em nosso município.
O civismo era algo indispensável nas comemorações como vemos as banderolas Brasil e Japão, este lugar um centro desportivo contava com atletas nikeis de um nível bem elevado e era muito respeitados em qualquer competição em todas as modalidades.
Certa ocasião eu conversando com o Sr. Senfuko Shiroroma lá pelos meados da década de 80 ele com a idade já avançada me mostrou muito orgulhoso sua galeria de troféus que ganhou competindo por Juquiá.
O exporte era coisa séria para eles, organizado os atletas muito bem preparados e grande ação solene que faziam parte dos festejos...............

sábado, 31 de dezembro de 2011

Felipe Fernandes fundador de Juquiá.



Felipe Fernandes, dono de uma grande extensão de terra em Juquiá, teve como sede de sua propriedade neste lugar.

Ai morou grande parte de seus descendentes; esta foto que foi a casa do Sr. Jose Fernandes da Silva quando garoto nos presenteia com uma imagem maguinifica, campos cultivados, pastos e árvores.

A casa tinha uma visão fantástica do rio em direção à Juquiá, poderia ver sem dificuldades quem ia e vinha e escoar toda a produção sem dificuldades, uma propriedades próspera no seu tempo e como relata o Sr. Jose Fernandes da silva saudosos anos vivido por ele em sua infância e adolecescia.

Hoje a casa não existe mais, a propriedade foi dividida em muitos sítios e onde era esta casa hoje pertence a uma empresa que extrai areia no rio Juquiá.

Podemos dizer sem sombra de dúvidas que esse lugar faz parte da história de Juquiá, quanta decisões tomadas quantas idas e vindas de Padres e autoridades para escolher o lugar da Vila de Santo Antonio, peleja com os índios em tempos remotos.

Obs.( A casa onde viveu Felipe Fernandes ficava do outro lado da colina mirando a subida do rio como relatou Jose Fernandes da Silva).